POLUIÇÃO DO SOLO: ENTREVISTA COM O BIÓLOGO VINÍCIUS DA ROCHA MIRANDA FORMADO PELA UFRJ.

Na semana do meio ambiente nossa atenção se volta para as questões ambientais, nas suas mais diversas esferas. A CMD LED convidou o biólogo Vinícius da Rocha Miranda, formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro para falar sobre o tema: Poluição do Solo.

 

1. Vinícius, essa semana estamos abordando, de forma didática para nossos seguidores, alguns temas pertinentes ao meio ambiente. Você poderia nos esclarecer o que é poluição do solo e como ela pode prejudicar o nosso ambiente?

 

Resposta: A poluição do solo é toda e qualquer ação que, de alguma forma, alteram as condições originais do solo em uma determinada região. Tais ações vão desde simplesmente jogar um papel de bala no chão (que pode demorar décadas para se decompor) até o despejo de produtos químicos altamente nocivos como os metais pesados (como o que aconteceu recentemente no desastre em Mariana, M.G.), o chorume (liberado por aterros sanitários) ou mesmo no despejo exagerado de adubos utilizados na agricultura. Ações como desmatamento e remoção desorganizada do solo, também causam um grande impacto.
 

O pior dos resultados da poluição no solo é a sua esterilização, ou seja, quando nenhum ser vivo será capaz de sobreviver naquela região. É o que tem acontecido, por exemplo, em diversas regiões da Amazônia, onde a exploração desenfreada de Ouro e outros minérios (que muitas vezes liberam metais pesados na região) têm causado uma esterilização irreparável na região que era antes ocupada pela floresta. O mesmo tipo de resultado foi encontrado em regiões onde a floresta foi derrubara para aumentar a área de plantio de Soja ou para criação de gado. Outro tipo de impacto é a contaminação do lençol freático (que são grandes poços de água que ocorrem subterraneamente). É o que ocorre, por exemplo, na região do aterro sanitário do Rio de Janeiro (localizado na cidade de Seropédica) onde há uma grande reserva aquífera, mas que já foi contaminada pelo vazamento de chorume.

 

2. Nós já ouvimos que alguns materiais demoram séculos para se decompor na natureza. Quais seriam suas sugestões para reduzirmos ou até mesmo evitarmos o uso desses materiais?

Resposta: Bem, a principal ação é sempre a conscientização. O uso de plásticos, embalagens do tipo “tetra pak”, e até mesmo aquelas embalagens de biscoito (que são metalizadas no seu interior) demoram muito para se decompor. Até pouco tempo atrás imaginava-se que o impacto era apenas nas áreas continentais, mas ultimamente tem aumentado o número de animais (como tartarugas, baleias e golfinhos) que morrem sufocados por ingerirem sacolas plásticas. A curto prazo, acho que a melhor medida é conscientizar a população para Reciclarem e Reutilizarem esses materiais sempre que possível. Mas a curto prazo a saída é investir em matérias menos nocivos ao meio ambiente, como embalagens e sacolas de papel, que se decompõem mais rapidamente.

 

3. Quando Pero Vaz de Caminha escreveu uma carta ao rei Dom Manuel relatando sobre o que encontrou no Brasil, ele disse: “aqui se plantando, tudo dá”. Hoje, com todos os impactos que nosso solo brasileiro já sofreu e sofre com os aterros sanitários, descarte indevido de materiais e tantas outras agressões, qual a sua percepção a respeito dessa frase, acredita que aqui se plantarmos tudo ainda dá?

 

Resposta: Hoje ainda creio que se plantarmos colheremos. Mas se continuarmos com essa exploração desenfreada e a poluição desigual do solo, creio que daqui a algum tempo não teremos tantas áreas disponíveis para o plantio quando a 500 anos atrás. Como eu disse anteriormente, há áreas na Amazônia que estão se tornando um deserto e, se não repensarmos o uso indiscriminado da terra, acho que chegaremos num ponto sem volta.

 

4. Já foram comprovados os inúmeros benefícios das lâmpadas de LED para o planeta, pois além da economia que geram, seus componentes também são 98% recicláveis, enquanto que outras lâmpadas possuem em sua composição metais pesados como mercúrio, cádmio e chumbo que impactam significativamente na natureza. O que você poderia dizer para as pessoas que ainda não fizeram essa substituição e permanecem utilizando lâmpadas tradicionais?

 

Resposta: Sei que, atualmente, o preço desse tipo de lâmpada ainda não é convidativo para o consumidor brasileiro. Mas que a utilização das lâmpadas de LED traz diversos benefícios ao consumidor brasileiro, dentre eles a economia de até 90% quando comparada a uma lâmpada incandescente, ou ainda reduzir em 2/3 o valor gasto com a compra de lâmpadas novas (já que as do tipo LED demoram muito mais para “queimarem”). Além disso, muitas pessoas estranham o tipo de luz gerada por esse tipo de lâmpada, que são de uma tonalidade muito mais branca do que a produzida pelas lâmpadas incandescentes, mas com o tempo vocês irão se acostumar e passarão a estranhar o tipo de iluminação.

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